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Animais usados para rituais religiosos

Antes do direito a liberdade de culto, deve estar o respeito aos direitos morais básicos do outro. 

Muito se fala no sacrifício de animais em rituais religiosos. Sacrifício é a prática de oferecer como alimento a vida de animais, humanos ou não, aos deuses, como ato de propiciação ou culto. No entanto não é apenas para esse fim que ocorre a exploração animal, entendendo-se como o trato do animal como propriedade nossa, e por consequência, desrespeito aos seus interesses.

A questão então não é uma determinada religião, nem se há sacrifício. Mas o uso de um animal como instrumento ritualístico, o privando de viver para suas próprias razões. O que se condena aqui não é a religião, mas o ato do uso de animais

 

 


ALGUNS EXEMPLOS:

Pombas exploradas e abandonadas
As pombas brancas têm se constituído em um símbolo de paz durante milhares de anos, em parte por causa da história bíblica da arca, em que uma pomba traz um ramo de oliveira a Noé, mostrando que a terra estava próxima e que o terrível dilúvio seria breve. O cristianismo, especialmente, adotou a pomba branca como ícone religioso.












Mas por que só a pomba branca? Porque para a sociedade cristã ocidental, o branco simboliza paz, pureza, serenidade, entre outras coisas boas, mas aí é que está o ponto: não há pombas brancas puras no mundo natural. As que foram criadas, são resultado de centenas de anos de domesticação e manipulação genética destes animais, permitindo que se obtivessem aves totalmente brancas para uso como animais de estimação, ou para a liberação em casamentos e outras cerimônias.

Essas pombas são procriadas artificialmente, mantidas em condições insalubres e estressantes no cativeiro, isoladas do ecossistema, confinadas juntas em gaiolas mesmo pombos sendo territorialistas e lutando por isso. O que move esse comércio que maltrata esses animais é a compra para esses rituais, que são soltas sem nenhuma consideração a sobrevivência delas, como acompanhamento para reabilitação. No entanto, pela cor destacada e não natural, são alvo fáceis de predadores, sem chance de sobrevivência justa.
Toda verdade por trás dessa simbologia está muito longe da prática do respeito e da paz.

 

Frangos torturados

No ritual Kaparot (a tradução literal é "Expiação" e costuma-se fazer antes do Yom Kippur) sacrificam galináceos e recitação de versículos e passagens da Torah. A galinha é rodada várias vezes por cima da cabeça da pessoa, para tirar a negatividade. Depois é morta, e a pessoa tem que assistir.














O sangue retirado dos animais

Os animais no candomblé são considerados como oferendas aos orixás. Estas oferendas são uma forma ritualística pela qual os praticantes dessa religião oferecem amalás (comidas de santo) aos orixás, que podem ser cruas ou não e "partes" de animais sacrificados. Estas partes são chamadas "forças" ou "axé" dos animais. São elas as patas, as asas, a cabeça, a cauda, o coração, o pulmão e a moela. 

Acredita-se que o sangue é a fonte vital da vida e através dela o Orixá retira suas energias para poder trabalhar. Esta é a única maneira do Orixá conseguir energia? Não. Existem diversos tipos de oferendas onde o Orixá irá retirar a energia para trabalhar em benefício do seu filho, no entanto, acredita-se que a energia extraída através do sangue é tão grande que o Orixá poderá atender o pedido rapidamente.

Os animais mais utilizados são frangos, galinhas, cabritos, carneiros e pombos. Através de uma faca bem afiada, seu pescoço é cortado. Dentro da organização de um terreiro, há sempre uma pessoa, além do Babalorixá ou Yalorixá, especializada para isso. É o Axogun ou o "mão-de-faca". Dele depende o êxito do sacrifício e a aceitação por parte do Orixá do animal sacrificado.
Uma matança mal feita é rejeitada e, muitas vezes o Orixá, a quem a matança se destina, cobra-a em dobro, ou em triplo. Assim se pode avaliar a responsabilidade do seu executor.

Sobre o sacrifício de animais para religião
Sustenta-se a inconstitucionalidade do sacrifício de animais em ritos "religiosos". Diante do que a Constituição estabelece, é imperioso reconhecer que a liberdade religiosa não inclui, no seu âmbito normativo (limite imanente), a lesão ou a matança de animais. A imolação de animais agride a Carta Magna, é proibida. O direito do animal não-humano de permanecer vivo, bem como o direito de ter a sua integridade corporal a salvo, dentre outros, superam a aludida apreensão do direito à religião. O direito à vida, integridade física, liberdade, dos animais não-humanos conformam a liberdade religiosa.

Ora, não se pode fugir da constatação de que a defesa da possibilidade de sacrificar animais em nome da liberdade religiosa é um posicionamento especista. Ora, não se especula acerca do cabimento do sacrifício humano em nome da liberdade de religião, conquanto tal conduta já tenha sido aceita no passado. E o que explica não poder o sacrifício humano e poder sacrificar um animal não-humano, a não ser o especismo?

O direito da minoria visa proteger os mais fracos, os grupos em inferioridade, ameaçados, e, a toda prova, os mais débeis, ainda que não em número, são os animais não-humanos. Por derradeiro, não se furta a ser, neste setor, fundamentalista: não é crível pensar que a morte ou a dor de um animal não-humano, inocente, possa de algum modo contribuir para a felicidade humana ou para a ligação com Deus (religião – religare). Não é tolerável, seja pelo sentimento ou pela razão.

Ficam as palavras de Tom Regan, Professor Emérito da Universidade da Carolina do Norte (Estados Unidos da América), uma das vozes mais autorizadas sobre o tema, reconhecido mundialmente: "Os animais não existem em função do homem, eles possuem uma existência e um valor próprios. Uma moral que não incorpore esta verdade é vazia. Um sistema jurídico que a exclua é cego."

A religião afro-brasileira que não explora animais
A Umbanda tem suas raízes nas religiões indígenas, africanas e cristã, mas incorporou conhecimentos religiosos universais pertencentes a muitas outras religiões. A Umbanda não recorre aos sacrifícios de animais para assentamento de orixás e não tem nessa prática um dos seus recursos ofertórios às divindades, pois recorre às oferendas de flores, frutos, alimentos e velas quando as reverencia.

Essa religião não aceita a tese defendida por alguns adeptos dos cultos de nação que diz que só com a catulagem de cabeça e só com o sacrifício de animais é possível as feituras de cabeça (coroação do médium) e o assentamento dos orixás, pois, para a Umbanda, a fé é o mecanismo íntimo que ativa Deus, suas divindades e os guias espirituais em beneficio dos médiuns e dos freqüentadores dos seus templos.
A fé é o principal fundamento religioso da Umbanda e suas práticas ofertórias isentas de sacrifícios de animais são uma reverencia aos orixás e aos guias espirituais, recomendando-as aos seus fiéis, pois são mecanismos estimuladores do respeito e da união religiosa com as divindades e os espíritos da natureza ou que se servem dela para auxiliarem os encarnados.

OBSERVAÇÃO:
Este artigo visa tratar especificamente da exploração de animais em rituais religiosos. No entanto, qualquer forma de privação e apropriação de animais para benefício humano é eticamente inaceitável. Toda e qualquer forma, seja para rituais, entretenimento, ciência, alimentação, vestuário, deve ser questionada e abolida, tais como qualquer forma de exploração humana. Para tal, somos, promovemos e indicamos o veganismo como a prática do respeito aos animais e a negação a qualquer forma de exploração.


 

 











DENUNCIE ABUSO E MAUS TRATOS A ANIMAIS.

Saiba como AQUI.

 

Os animais possuem direitos?

Saiba AQUI.

Referências:

Instituto Nina Rosa
PEA
http://raiosinfravermelhos.blogspot.com.br/2014/01/por-que-o-corvo-e-gaivota-atacaram.html
http://www.direitonet.com.br/artigos/x/18/03/1803/
http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&;artigo_id=3174
http://www.colegiodeumbanda.com.br/index.php?Itemid=40&;id=21&option=com_content&task=view http://pt.wikipedia.org/wiki/Sacrif%C3%ADcio

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