A União Libertária Animal está promovendo a
Campanha ULA! Pelo Fim dos Rodeios. Nosso primeiro alvo é o
Rodeio que acontece na
Expo Seropédica (RJ) todo ano. O primeiro passo foi
dado: A petição contra a
realização de rodeios nesse evento. Realizaremos outras
atividades nessa campanha. Acompanhe tudo pelo site e
participe!
Se você concorda com o fim dessa prática cruel, junte-se a
nós nessa luta!
Divulgue este site, participe de nossas manifestações,
expresse sua opinião e dê sugestões!
Contamos com você!
Campanha 2009 - Participe!
Este ano, o ULA atuará contra o rodeio de Seropédica, das
seguintes formas:
- Manifestações educativas nas ruas
(cartazes, faixas, panfletagem e megafone);
- Envio de cartas para os artistas que irão fazer shows na
Expo, e para a Prefeitura de Seropédica;
- Intervenção urbana
Datas das Manifestações Educativas:
- 19/Set. (sáb) - Calçadão de Campo Grande
- 26/Set. (sáb) - Calçadão de Itaguaí
A nossa manifestação não será uma passeata ou um protesto de
conflito. Será uma Manifestação EducativaPacífica. Terá como objetivo
"preparar" as pessoas para repensar a Expo Seropédica, que
está por vir, e seu posicionamento referente a ela. Fazer as
pessoas refletirem criticamente e criarem uma opinião acerca
do evento e de sua atitude de ir e apoiar, ou boicotá-lo.
Nosso foco principal será mostrar - além dos maus tratos -
que mesmo que você vá a esse evento apenas para ver os
shows, você estará contribuindo diretamente para a
exploração animal, ou seja, que é necessário um boicote
geral, pois você pode assistir aos shows dos artistas em
outros locais, sem financiar essa barbaridade.
Não será algo grande, não terá conflito, nem desobediência
civil. Será de extrema importância para o contato direito
com a população local, a que frequenta esse evento, apoiando
sua perpetuação.
É importante a presença do maior número de pessoas
possíveis! Se você é contra rodeio, saia de casa e junte-se
a nós. Não adianta ficarmos apenas repassando mensagens,
colocando fotos de exploração animal no orkut, ficarmos
indignados e não trabalhar nas ruas com os grupos de
atuação. É só confirmar presença e participar! Temos que
levar essa mensagem às pessoas aonde elas estiverem! Juntos
somos mais fortes.
Equipe ULA! Pelo Fim da Exploração e
Banalização da Vida Senciente.
Registro do Rodeio Realizado na XII
Expo Seropédica 2008
Relatório das atividades, Registros de flagrantes e
provas para divulgação e denúncia de maus tratos nas provas
com animais e rodeio, realizados no dia 11 de Outubro de
2008, durante a XII Expo de Seropédica, Rio de Janeiro.
Ativistas do ULA passaram o dia (das 14h às 23:30h, 11 de
outubro de 2008) no local onde ocorreu a XII Expo Seropédica
(realizada pela Prefeitura de Seropédica, prefeito Darci dos
Anjos, secretária de cultura e turismo Leila Márcia do
Santos Silva) registrando o manejo, tratamento e estado
físico e emocional dos animais utilizados para as provas de
baliza, garupa, laço e dos 3 tambores, que foram realizadas
na parte da tarde (15h às 19h aproximadamente), pela
Equipe
Nova Geração, com animais independentes; e no rodeio,
realizado à noite (das 22h às 23:30h aproximadamente) pela
Cia de Rodeio Marca 70 de Limeira, SP.
À tarde já ficou evidente que sem violência essas provas com
animais não resultam eficiência. O locutor estimula a todo
momento que os cavaleiros chicoteiem ainda mais os animais
em que montam durante as provas (“Couro
nela!”, “Tem que aquecer o animal!”, “Larga a boca!”, “Bate
na anca!”, “Catuca nas costelas!”, “Couro na crioula!”,
“Vamos mostrar para o cavalo quem é que manda!”, “Mete a
espora na costela dela!” – expressões bradadas no
microfone pelo locutor), enquanto os animais se mostram
claramente incomodados (para dizer o mínimo) em dar voltas
nos tambores, fazer paradas bruscas, correr mais velozmente
ou qualquer outra atividade a que são forçados a executar. O
som das chicotadas no couro do animal (animal este o qual
seu limiar de dor é mais sensível que o do ser humano) é
audível mesmo para quem está no segundo andar do camarote. A
cada chicotada, a pequena platéia (ainda estava cedo),
sádica e/ou acrítica, vibrava.
Durante a prova do laço, bovinos de aproximadamente um ano e
cinco meses, são liberados para a arena para serem laçados.
A prova em si não demonstrou maus tratos em sua realização
na arena. O peão, montado em um cavalo, joga o laço no jovem
bovino e não há puxadas, apenas se vê onde o laço caiu para
ter a pontuação (10 para o pescoço, 05 para os chifres e
zero caso o laço não permaneça no animal até ele atravessar
uma linha pré-determinada). O animal, depois de retirado o
laço, totalmente condicionado após inúmeros treinos,
provavelmente a base de violência, segue para fora da arena
por uma porteira que o fará voltar para o curral de onde
saiu para, por outras inúmeras vezes voltar para a arena.
Alguns poucos animais, quando laçados, chegavam a cair no
chão, outros se contorciam tentando tirar o laço de si,
outros quase tinham os olhos espetados quando o peão
responsável por tirar os laços o tentava fazer com uma longa
vara, e um, em especial, antes mesmo de ser laçado, parou no
meio da arena e se abaixou se encolhendo, permanecendo
imóvel, enquanto o locutor deferia piadas homofóbicas em
relação ao animal.
Quando fomos a este curral, podemos presenciar e registrar
cenas violentíssimas, animais aterrorizados, estressados e
doentes (feridas expostas às moscas, tumores, dermatites,
olhares lânguidos, pupilas em midríase...). Eles andam com
dificuldade em um chão de lama, tentam permanecer o mais
próximo possível um dos outros numa tentativa de preservação
se escondendo no grupo, e fogem dos seus algozes que portam
pedaços de pau, chicotes e varas.
No meio do curral há dois cercados formando um corredor que
dá em uma pequena porteira que sai para a arena. É daí que
eles são liberados para a prova do laço.
Para os animais
entrarem nesse corredor, são brutalmente espetados. Quando
entram, alguns conseguem dar meia volta e tentam fugir do
corredor e voltar para o outro compartimento do curral.
Nessa tentativa de volta, se chocam ao de trás, pois o
corredor é estreito, feito apenas para passar de um em um.
Um passou a cabeça por baixo dos membros anteriores do que
estava atrás dele. Este, mesmo tendo sua articulação levada
a um ponto não natural da mesma, não tentou nada, tamanha a
desesperança e apatia que se notava em seu comportamento e
expressão. Numa outra hora, um deles, tentando virar e
voltar para fugir, atravessou a cabeça por entre as barras
de madeira da cerca. Ao tentar trazer a cabeça de volta,
seus pedaços de chifre (todos haviam passado por moxação)
prenderam entre as tábuas. Vendo o animal desesperado
tentando se soltar dali, enquanto os de trás, açoitados para
irem para frente, o empurravam, um peão começou a lhe enfiar
a vara por várias vezes na barriga, pescoço e rosto (vídeo).
A todo o momento, os animais presos no corredor eram
açoitados nas ancas, ânus, barriga, pescoço, cabeça, nariz e
rosto, muitas vezes quase lhes acertavam os olhos. De acordo
com eles, é para esquentar o animal para a prova. Esse
terror a que passam aumenta a produção de adrenalina.
No pequeno público das provas da tarde, muitas pessoas acima
do peso e crianças sujas, negligenciadas, andando descalças e
meninas na primeira infância andando apenas de calcinha. Não
havia latas de lixo (informação confirmada pelos seguranças
do local), e as pessoas consumiam e jogavam latinhas,
garrafas, papéis e embalagens dentro dos bretes e currais
onde os animais que chegariam para o rodeio da noite
ficariam. No ar, um cheiro de lama, estrume, carne morta
exposta em temperatura ambiente, fritura e suor,
misturados
ao ar de valentia que os peões se atribuem, pela
escravização, subjugação e humilhação a que submetem os
grandes e imponentes animais.
Já à noite, com a presença de mais alguns ativistas
independentes, foram registrados no rodeio mais atos de
abuso e maus tratos contra os animais. Os touros e cavalos
do evento foram agredidos de forma brutal pelos funcionários
da Cia Marca 70. Já no curral os homens desferiam pauladas e
chutes no lombo e cabeça dos animais, além de introduzir
pedaços de madeira no ânus dos bovinos.
O momento em que o sedém – uma corda de crina que é amarrada
na região abdominal próximo aos órgãos genitais do animal –
e a peiteira – outra corda amarrada na região toráxica, após
os membros dianteiros dos touros – eram introduzidos foram
registrados, evidenciando assim a forma com que tais
instrumentos de tortura são aplicados, de modo a apertar ao
máximo o corpo dos animais. Algumas fotos mostram marcas e
feridas provocadas pela peiteira e pelo sedém,
desmistificando o argumento de cowboys que afirmam que essas
cordas apenas fazem “cócegas” nos animais. Além disso, fica
bem claro, para todos que assistem às imagens,
que os
animais apenas cessam de pular assim que as cordas
finalmente se afrouxam. Os ativistas ainda presenciaram o
momento em que dois funcionários da companhia puxavam o rabo
de um dos touros, minutos antes da saída do animal para a
arena. Chicotadas e pauladas eram atitudes banais para os
agressores.
O "espetáculo" foi organizado pela prefeitura municipal de
Seropédica, recebendo o apoio da Embrapa, Pesagro-RJ e
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. A XII Expo Seropédica recebeu patrocínio da
Volkswagen e da
Cerveja Itaipava, além de contar com a apresentação de artistas como
Jamily, Exaltasamba, Zezé di Camargo e Luciano, Pitty, Pe.
Juarez de Castro e Jammil e Uma Noites.
Podemos ratificar que o rodeio deve ser banido
por explorar
seres sencientes por motivo fútil (entretenimento humano).
Os maus tratos são apenas agravantes, e que constituem crime
ambiental. Ainda sobre os maus tratos, se discute muito
acerca do sedém e do que acontece na arena aos olhos do
grande público, porém a maior violência a que esses animais
são submetidos, podemos constatar pessoalmente, que é no
curral, longe da atenção do público, dos holofotes e das
câmeras dos sites oficiais.