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Dúvidas frequentes sobre veganismo

veganismo1- Alimentar-me apenas de alimentos de origem vegetal, não me deixará fraco e desnutrido?
Pelo contrário. Tendo uma alimentação estritamente vegetariana (vegana) adequada (ingestão de frutas, leguminosas, verduras, grãos, etc.), você ficará forte e saudável. Os benefícios de uma dieta vegana continuam a ser revelados a cada dia em estudos científicos e em experiências individuais. Uma dieta isenta de produtos de origem animal é isenta de colesterol, baixa em gordura (especialmente gordura saturada) e rica em fibras, vitaminas e minerais. Isto significa uma enorme diminuição no risco de doenças como arteriosclerose, infarto, derrame, diabetes, câncer, constipação, entre outras.

Além disto, por eliminar alimentos altamente contaminados por antibióticos, hormônios, pesticidas, além de alimentos alergênicos como o leite, este estilo alimentar também evita o surgimento de diversos tipos de alergias e intolerâncias. A dieta vegano também é geralmente baixa em calorias, o que significa um melhor controle de peso e a distância dos desconfortos causados pela obesidade.

 

2- Veganas e veganos são radicais?
Em um certo sentido todas as pessoas do mundo são radicais. A maioria de nós é radicalmente contra a violência, radicalmente contra o abuso infantil, a injustiça . . . Não há nada de errado em ser radical em questões que julgamos justas.

O contrário de ser radical é ser moderado. Mas será que é sempre certo sermos moderados? Que imagem devemos ter de uma pessoa que tenha uma visão permissiva em relação a questões como a escravidão, o estupro e tantas outras?

Sim, veganos são radicais porque não aceitam de forma alguma a exploração animal, assim como não aceitam de forma alguma a exploração humana. Não aceitar significa fazer algo a respeito, mesmo que isso signifique certo desconforto em relação ao modo de vida que estamos acostumados a ter.

3- De que forma o veganismo atua em defesa dos animais?
Todo sistema produtivo está sujeito às leis de mercado, inclusive os que envolvem a exploração animal. A cadeia produtiva que envolve a exploração animal inclui o produtor ou criador, o transportador, o processador ou abatedor, o distribuidor, o comerciante e o consumidor. Todos esses são elos importantes da cadeia de exploração animal e a falta de qualquer desses elos compromete todo o funcionamento do sistema.

Pode-se dizer que uma pessoa que participe dessa cadeia apenas como consumidor é tão responsável pela morte do animal como, por exemplo, o abatedor, pois se trata de um sistema de exploração cíclico e interdependente. Como em qualquer crime há a mão que desfere o golpe, mas tão responsáveis quanto é a mão que paga por isso. Se ninguém comprasse carne, leite e ovos não haveria quem os vendesse. Não haveria interesse por sua produção, transporte e comercialização.

A proposta principal do veganismo consiste em atuar como uma força de mercado. Veganos efetivamente impedem que mais animais continuem a ser explorados quando boicotam produtos de origem animal, que tenham sido testados em animais ou que de alguma forma derivem ou resultem de exploração animal.

E maior será essa força de mercado quanto maior seja o número de veganos efetivamente atuando nesse boicote. Por esse motivo a necessidade de divulgação do veganismo para o maior número de pessoas possível. O objetivo do veganismo é pôr fim à exploração animal.

4- O que eu posso fazer?
O primeiro passo para trilharmos o caminho do veganismo e dos direitos animais é tornarmos a nós mesmos veganos, adotando esse modo de vida. Em muitos lugares encontraremos pessoas que dizem respeitar os direitos animais, mas se elas mesmas não se tornaram veganas elas não podem dizer defender os direitos animais. O veganismo é o primeiro e não o último passo a ser dado.

Esse importante passo só pode ser dado concomitante com a educação. Apenas educando-nos podemos adotar um veganismo consciente. O veganismo sem consciência nada mais é do que uma fase efêmera da vida. A educação também propicia que nos pronunciemos com propriedade sobre determinado assunto.

O segundo passo é tornamo-nos difusores desse modo de vida. O veganismo deve ser sempre difundido por meio da educação e jamais por campanhas violentas, coercivas ou de mal gosto. As informações transmitidas ao público devem ser sempre confiáveis e bem fundamentadas, o veganismo deve ser algo atraente e não repulsivo, deve ser abrangente e não limitador.

5- E a vitamina B12?
A vitamina B12 é necessária na divisão celular e na formação do sangue. Alimentos vegetais não contêm vitamina B12, exceto quando contaminados por microorganismos. Assim, os vegans precisam procurar outras fontes de vitamina B12 em sua dieta. Embora a necessidade mínima de vitamina B12 seja bem pequena, de um milionésimo de grama (1 micrograma) por dia para adultos [1], a deficiência de vitamina B12 é um problema muito sério que acaba causando danos irreversíveis aos nervos. Vegans prudentes incluem fontes de vitamina B12 em suas dietas. No entanto, a deficiência de vitamina B12 é na verdade bastante rara, mesmo em pessoas que são vegans há muito tempo.

Normalmente a vitamina B12 é secretada no intestino delgado junto com a bile e outras secreções e reabsorvida, mas isso não aumenta o estoque de vitamina B12 do organismo. Já que pequena quantidade da vitamina não é reabsorvida, é possível que o estoque de vitamina B12 acabe se esgotando. No entanto, devemos ser bastante eficientes na reutilização da vitamina B12, pois esta deficiência é rara.

As bactérias do trato intestinal humano fabricam vitamina B12. A maioria dessas bactérias está no intestino grosso. Aparentemente a vitamina B12 não é absorvida no intestino grosso. Os vegans que comiam anteriormente alimentos de origem animal podem ter estoques de vitamina B12 capazes de durar 20 ou 30 anos [1] ou mais. Mas pessoas que são vegans há muito tempo, bebês, crianças e mulheres grávidas ou em lactação (por causa do maior consumo) devem tomar cuidado especial para conseguir vitamina B12 em quantidade suficiente.

A reposição de B12 de forma ética e saudável é muito fácil! Pode ser feita por injeção anual, ou ingestão de comprimidos de B12 encontrados em farmácias.

6- Se é preciso repor de forma artificial a vitamina B12, é por que a alimentação vegana não é algo natural par ao ser humano?
Seres humanos são naturalmente herbívoros, ou seja, vegetarianos / veganos. Isso é explicado por diversos motivos fisiológicos, e até pelas doenças, conseqüências da alimentação com produtos de origem animal, que foi criada culturalmente e economicamente. A vitamina B12 não é conseguida mais naturalmente, justamente porque nosso modo de vida não é mais natural. A B12 é produzida por bactérias que estão na terra. Nossos alimentos vegetais hoje são extremamente higienizados, não temos mais contato com a terra, etc. Meu caro, realmente não sou nada natural, impossível ser ou defender algo assim. Afinal, natural é palavra que carece de certa definição, pois se somos filhos disso tudo, se somos conseqüência de tudo que aqui aconteceu e acontece, nossas “pegadas” são parte disso. Entretanto, vamos continuar nessa ótica limitada do que é ser natural ou não.

O que tem de natural no botão de controle da boca de seu fogão? Consegue sequer imaginar a química, a alquimia, a ciência, a mágica por trás disso tudo? Consegue reproduzir? Pois é, essa simples peça de material variado usada para regular a intensidade de um gás num fogão me parece tão curiosa quanto uma cápsula de vitamina B12, vá me desculpar. Aliás, hoje quem depende mais do que o outro dessas coisinhas nem tão naturais?

O que há de natural em manter um animal tão igual a ti, a nós, em lugares e situações que não são de seu interesse? O que há de natural em estuprar a fêmea dele com um braço humano vestido com luvas sintéticas para inseminá-la? O que há de natural em fazer essa mãe cuspir barriga a fora essa cria e afastá-la de seu amparo e aconchego promovendo um sofrimento que só uma mãe pode entender? O que há de natural em usar a energia elétrica ou a força mecânica extremamente tecnológica para que sua potência faça um animal tombar após o golpe na cabeça? O que há de natural em esfacelar uma garganta e despedaçar um corpo, gota a gota, naco a naco, com lâminas com cabos plásticos ou emborrachados dentro de castelos da tecnologia, verdadeiros mortuários inimagináveis a tão pouco tempo? Consegue ver quão natural é essa faca, a lâmina?

O que há de natural em entrar num hipermercado e pagar com cartão de crédito por uma bandeijinha gotejando desgraça em forma de sangue coberta por uma película plástica forjada por processos com uma história e desenvolvimento que somos incapazes de acompanhar assim tão fácil?

Pergunto: vale a pena se defender seus antigos hábitos? Porque não defende algo mais além de si? Sim meu caro, não sou natural, tens razão. E quem disse que se trata disso?

7- Veganas e veganos não se preocupam com as pessoas?
Pelo contrário. Há muitos motivos para se adotar um estilo de vida vegano e também são muitas as formas em que o veganismo é expresso, mas o veganismo pode ser sempre definido da seguinte maneira: um estilo de vida que evita toda forma de exploração e violência, sejam estas contra animais, humanos ou o planeta no qual vivemos.

Diversos estudos já demonstraram a relação entre violência animal e violência humana. Aqui está um bom exemplo: serial killers têm, em 90% dos casos, história de maus tratos com animais na infância. O desprezo pela vida de um animal acarreta na perda pela santidade da vida humana. Crianças aprendem valores de compaixão e respeito através da relação que elas têm com os animais. Compaixão pelos animais, compaixão pela humanidade. Se animais podem ser mortos para satisfazer uma necessidade, então qualquer forma de vida pode também.

O veganismo, também, nada mais é que um consumo consciente. Você não consome nada que seja contra os seus princípios, seja o produto, a empresa ou a atividade. Os veganos, por já praticarem o consumo consciente pelos Direitos Animais (lendo rótulos, conhecendo a política da empresa, etc.), também procuram boicotar produtos e empresas que promovam a exploração humana, como trabalho escravo e poluição.

O exercício de questionamento, conhecimento crítico e senso de justiça se estende. Por isso, há tantas veganas e veganos engajados em outros movimentos sociais, como o feministo, gay, negro, trabalhista, etc.

E lembre: O veganismo compõe a prática do Movimento de Direitos Animais, que tem como lema a “Libertação Animal: humana e não-humana”. Ou seja, a misantropia, que é o ódio e aversão ao ser humano, não existe na ideologia vegana e de libertação animal.

Imagine um mundo livre de violência contra animais e você verá um mundo livre de violência contra humanos!

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