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Jogos Legais
Jogos Cooperativos
A cooperação é uma arte que seduz, emociona e humaniza. Os jogos cooperativos são propostas que buscam diminuir a agressividade nos jogos e na própria vida, promovendo em quem joga atitudes positivas, tais como: cooperação, solidariedade, amizade e comunização. São jogos desenhados para o encontro, buscando a participação de todos e sempre desafiando rumo a objetivos coletivos. São jogos para compartilhar, unir, despertar a coragem para assumir riscos, gerando pouca preocupação com o fracasso ou com o sucesso como fins em si mesmos. Os jogos cooperativos tem características libertadoras. A idéia é formar seres competentes e não competitivos. Eles são a magia necessária para que esta modificação profunda aconteça em nossa sociedade que cada dia está mais doente. A sociedade ocidental é normalmente baseada no consumismo e na competição selvagem, exagerada e desumana. Inconscientemente , reproduzimos esse modelo sem analisá-lo criticamente. Afinal, já estamos condicionados a só agir de uma forma: competição. A competitividade é uma radicalização da competição e todos que a ela são expostos se tornam perdedores de alguma forma. A competição é a busca pela destruição do outro.
O querer vencer a qualquer custo, acumular mais riqueza do que se precisa e o individualismo tornaram-se para o homem moderno muito mais importantes do que o amor, amizade, a cooperação, a paz e a responsabilidade. Uma das formas mais utilizadas para reforçar este condicionamento é premiar os vencedores.
Competir para o senso comum significa entrar num jogo para vencer. Significa que o meu sucesso representa a sua falha. Se eu conseguir meu objetivo, necessariamente você terá que não conseguir o seu. O jogo competitivo exalta a vitória, o êxito, a supremacia, enfim, exalta a discriminação. As formas de competição às vezes só nos levam à frustração , angústia e agressividade e, em casos mais extremos, à violência.
Devemos buscar alternativas e outros meios de compreensão, ritualizando a cooperação em todos os lugares. Só por meio da prática poderemos transformar e minimizar os efeitos desse condicionamento. A cultura que predomina é a da vontade de dominação do outro, da natureza e do acúmulo, seja ele material ou de poder. Poder aqui entendido como meio de subjugar outros.
Uma das maiores dificuldades do homem moderno é justamente a convivência, pois infelizmente existe uma ilusão de separatividade que faz com que haja um distancimento cada vez maior entre as pessoas. Cada vez mais o homem se afasta e enxerga o outro inimigo, adversário e como alguém a ser vencido. Podemos nos perguntar: que conseqüências éticas emergem dessa competitividade desmedida?
Precisamos discutir o modelo atual, criar uma nova cultura em que não mais sejamos orientados por binômios: ou eu ou o outro; ou venço ou sou vencido; ou elimino ou sou eliminado, mas sim visando criar um mundo para todos, sem exceção.
Necessita-se de uma Educação diferente, em que sejam valorizados o corpo e o movimeto, pois ninguém é socializado em silêncio, sentado em sua carteira, imóvel. “Quem fica anos e anos sentado em uma carteira, aprende a ficar sentado.” (Freire, 2001)
Jogos Cooperativos e os Direitos Animais
- A competitividade é fonte de frustração, sectarismos, individualismo, opressão, agressividade e violência. Percebe-se que a competição prevalece nas relações de poder. Assim como a competição surgiu com o poder de uns sobre outros, nota-se essa influência no ocidente (capitalismo) e nos homens (patriarquismo), pois ela vivência, estimula e mantém o status quo de opressão.
- Exaltando a supremacia e discriminação, os jogos competitivos estimulam e mantém atitudes de opressão e violência.
- Desenvolvendo binômios, o pensar em si em detrimento do outro, mantendo o pensamento de exploração e inércia, pois “se não for com eles, será com quem?”, “como defender os interesses de animais se há pessoas necessitadas?”.
- O vencer a qualquer custo, inibe a ética e dá aval a exploração.
- Se a competição desenvolve o vencer o outro e não o jogar com o outro, como conseguir respeitar e pensar o mundo como uma rede em que todos estão conectados e entender o biocentrismo?
- O jogo tem papel fundamental na construção de valores do indivíduo. Esses valores podem ser os da competição ou os da cooperação, de acordo com os tipos de jogos vivenciados. Sendo assim, a utilização de jogos adequados é um importante recurso para a mudança social.
- Os jogos cooperativos estimulam valores de coletividade, empatia, integralidade, amor, colaboração, união, mobilização, dentre outros. Valores necessários para desconstruir ativamente o pensamento opressor e dominar contra animais não-humanos e outras minorias oprimidas.
Fonte: Brincando e aprendendo com os Jogos Cooperativos. SOLER, Reinaldo.
Em breve:
Desenvolvimento de jogos.
Última atualização ( 19 de Abril de 2011)
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