Zoológicos
Usar animais para entretenimento é resquício de uma época de bárbaros.
Não há mais lugar para tal tipo de “diversão”.
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VEJA AQUI VÁRIOS VÍDEOS DE ENTRETENIMENTO COM ANIMAIS (inglês/espanhol)
Zoológicos
Se atualmente, com o auxílio dos meios de comunicação, as pessoas podem observar animais silvestres em seu próprio habitat, não interferindo no ambiente dos mesmos e no seu bem-estar, qual a justificativa ética para apreendê-los e confiná-los em jaulas com o intuito de entreter o ser humano? A manutenção de animais em cativeiro representa um adequado papel na educação ambiental?
Com o intuito de saciar os desejos e curiosidades do ser humano, estes seres vivos são submetidos a situações desfavoráveis, ocasionando um stress desnecessário o qual, muitas vezes, é externado através de comportamentos anormais, podendo levar a quadros graves de depressão e morte. É questionável o real aspecto educativo desses centros, no instante em que podemos verificar animais sob stress e com comportamentos alterados pelo cativeiro.
Deve-se levar em consideração que esses animais, muitas vezes, são oriundos de locais com clima, vegetação e alimentação distintas do zoológico onde estão confinados. É uma violação à natureza do animal. Em seu habitat natural o espaço disponível para aves, por exemplo, não pode ser comparado a um recinto fechado, independente de seu tamanho.
Sabe-se que o cativeiro é um fator limitante, e leva muitos animais a terem um comportamento diferenciado, até neurótico, sendo considerado um comportamento anormal, já que os locais onde permanecem confinados não proporcionam a eles as mesmas condições que seu habitat natural, interferindo no seu bem-estar. Ainda há o agravante da rotina de ser exposto aos visitantes barulhentos do zoológico durante todo o dia.
Veja alguns exemplos de comportamentos anormais, causados pelo estresse em cativeiro.
Zoocoses:
- Vomitar e comer o próprio vômito
- Comer fezes
- Andar em círculos
- Movimentar o corpo repetidamente para trás e para frente
- Balançar a cabeça para cima e para baixo
- Virar o pescoço de forma exagerada
- Morder e lamber as barras da jaula ou outros locais
- Auto-mutilação, como mastigar o próprio rabo, morder a perna, etc.



Nenhum animal é feliz em um zoológico.
Os animais já reincidentes de outras explorações (circos, tráfico etc.) que deveriam estar recebendo tratamento especial em santuários, são novamente encarcerados e expostos ao grande público no zoológico, para divertimento deste e lucro de outros.
Sabemos que a natureza se constitui de ciclos contínuos de destruição e regeneração. mas não cabe ao animal humano chamar a si a autoria desses ciclos, desfigurando-os em seus objetivos. No zoológico, infelizes pequenos animais são estocados e jogados nas jaulas , vivos, para alimentar outros, maiores, mas tão infelizes quanto eles.


De que adianta ir a um zoológico e ver um monte de animais enjaulados, a maioria em construções impróprias, com dormitórios escondidos em que o público não tem acesso a fim de se evitar a fiscalização do cidadão, com animais estressados, graves problemas de comportamento, movimentos repetitivos, olhar perdido no espaço e praticamente não demonstrando que existem. Não há nada que se aprenda neste local sobre vida natural dos animais, as suas estruturas sociais, o seu relacionamento com o meio ambiente, a sua forma de comunicação e os seus instintos e comportamentos naturais.
Nos zoológicos assistimos ao intenso sofrimento de animais que chegam a viver mais de 30 anos em condições imundas, espaços minúsculos, privados da sua liberdade e expostos a uma sobrevivência rotineira.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, os zôos não desempenham nenhum papel na conservação das espécies. O local adequado para os programas de conservação devem ser as regiões a que os animais pertencem naturalmente e não a milhares de quilômetros de distância, longe da selva, da floresta, do deserto, das montanhas, dos oceanos, num ambiente e clima completamente diferentes.




No fim do dia, você pode ir embora. Para os animais fica a sentença de uma vida de
sofrimento e privação. Continuar a visitar zoológicos, é dizer sim a toda esta crueldade,
e condenar a uma morte lenta e dolorosa a seres inocentes.
Passe valores corretos para seus filhos. Não vá a Zôos!
Prefira passeios que não financiam a exploração animal, que adicione bons valores e cultura, e que não seja em detrimento de outros seres. Não ensine a uma criança que é normal e divertido tirar a dignidade de outro ser para proveito próprio. Ensine o valor de respeitar.
Leve à reunião de pais, alternativas adequadas para os passeios escolares (parques, museus, planetários, sítios, teatros, festivais, exposições, feiras culturais e de ciência, locações históricas, passeios de barco etc.)
Passe vídeos, como os do Discovery Channel e Animal Planet para as crianças conhecerem os animais silvestres. Nesses vídeos os animais são filmados livres em seu habitat natural, com seu bando e rotina natural. Neles sim é visto uma situação real da natureza, e o mais importante, livre de exploração e crueldade.
Indo a áreas de mata preservada você poderá ver livremente macacos, aves, peixes, etc.


“Não podemos ver a beleza essencial de um animal enjaulado,
apenas a sombra de sua beleza perdida.” Julia Allen Field
Os zôos devem continuar servindo de abrigo para animais selvagens apreendidos por tráfico ilícito ou maus-tratos. Entretanto, não há fundamentos para justificar os zôos como local de entretenimento, o que nos leva a uma reflexão sobre a real necessidade de observação de animais selvagens em cativeiro para divertimento/lucro humano.
Há muito que se fazer, o ativismo e o crescimento de suas bases contribui e contribuirá, e muito, para a concretização de meios viáveis possíveis, que visem à Libertação Animal. No caso dos zôos, reintegração, criação de cinturões que se interliguem, através do crescimento das ecovilas e santuários, ou seja, espaços que possibilitem entendermos os mecanismos de reinserção desses animais retirados/criados/nascidos fora de seu habitat primitivo.
Declaração Universal dos Direitos Animais: Artigo 4º
1. Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.
2. Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.
Vídeos YouTube - Zôo do Rio de Janeiro
RioZoo: Vídeos feitos pelas ativistas Bianca (SVB-Rio) e Daniele (Ula!), mostrando um pouco da situação triste e humilhante a que os animais de zoológico estão submetidos, o seu dia-a-dia de abandono e descaso das autoridades e insensibilidade da população.
Pedido de socorro de leão doente e desamparado.
Primata (Babuíno Sagrado) doente, com comportamento neurótico.
Urso Zé Colméia doente.
Urso doente, apresentando comportamento neurótico, devido a fatores estressantes como o cativeiro e a exposição ao público.
Mais sobre Zôos:
- http://www.arcabrasil.org.br/animais/entretenimento/zoo.htm
- http://www.institutoninarosa.org.br/zoo.html
- http://www.lpda.pt/01campanhas/zoos.htm
- http://www.captiveanimals.org/zoos/index.htm
- http://www.veganimal.info/article.php3?id_article=129
- http://www.ecosofia.org/2007/02/los_zoologicos_y_sus_mentiras.html
- http://www.bornfree.org.uk/campaigns/zoo-check/
- http://www.anda.jor.br/?p=1547
- Comunidade do Orkut
Alguns Santuários:
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Fontes:
- Liga Portuguesa dos Direitos do Animal
- GatoVerde
- Projeto GAP
- Arca Brasil
- Artigo Científico sobre Zoológicos: "Uma reflexão sobre animais selvagens cativos em zoológicos na sociedade atual "- Aline Sanders, Anamaria Gonçalves dos Santos Feijó





