Corridas
Usar animais para entretenimento é resquício de uma época de bárbaros.
Não há mais lugar para tal tipo de “diversão”.
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Corridas
Corrida de Galgos
Galgo: uma das mais antigas raças de caninos domesticados pelos homem. Seu antepassado era um deus no antigo Egito. Elegantes, dóceis e afáveis, os galgos têm sobrevivido ao longo de muitos séculos. Seus latidos, gemidos e uivos podem ser ouvidos nas jaulas dos canódromos, sempre que alguém não os tenha calado com focinheiras.
Esta raça de cachorro espalhou-se pela África e a Ásia, aparecendo pela primeira vez na Inglaterra com a chegada dos Celtas, ao redor do século V d. C. Os galgos não foram concebidos para correr; eles já existiam muito antes de haver corridas de cães. Em primeira instância, sabe-se que foram criados no Oriente Médio para satisfazer, obviamente um propósito humano: neste caso, a caça. Nessa época, os galgos eram considerados um símbolo de status social. Mas o século passado lhes impôs uma mudança drástica.
As corridas de galgos podem ser consideradas um fenômeno oportunista do século XX, baseado na exploração de uma só característica da raça: a capacidade para correr velozmente (o galgo é o décimo oitavo mamífero mais veloz da Terra). Mas tal capacidade não inclui um possível desejo desse animal de ser escravizado para entreter outra espécie com suas corridas: de temperamento doce e carinhoso, o galgo não sente necessidade de se exibir em um enorme parque enquanto corre!


A cada ano são gerados cerca de trinta e quatro mil galgos para a indústria. Aproximadamente um terço dos cães nunca corre, porque são julgados defeituosos, doentes ou insuficiente velozes. Estima-se que o número de mortes incidentais nas corridas seja maior que vinte mil por ano. Muitos sofrem ferimentos, ossos quebrados, ataques cardíacos, e os métodos usados para matá-los são tiros, porretadas e eletrocussão. Além de serem também vendidos para laboratórios de pesquisa, onde são "modelos" ideais para uma variedade de experimentos.
A corrida de galgos, chamada erroneamente de "esporte", é um grande negócio. Ainda que os animais recebam cuidados e um bom tratamento, isto é feito com o objetivo de assegurar seu rendimento. Mas, na maioria dos casos, eles são alimentados só de vez em quando e castigados ferozmente. O cuidado dos cachorros implica mais dinheiro, além daquele investido na infra-estrutura do estádio, em acordos e em publicidade, entre outras coisas. Portanto, o animal passa para o segundo plano, que muitas vezes é mortal.
Gente apostando para ver seu “cachorrinho” ganhar. Enquanto isso, os animais devem correr realizando a tarefa de maneira mecânica. Antes da corrida, soa um disparo que dá início ao triste “espetáculo” - assim como também soam os latidos de seres sencientes com um presente e um futuro macabros e infelizes.


O dia a dia dos galgos de corrida é caracterizado por uma privação crônica. Ficam confinados em pequenos engradado, alguns medindo 90 cm por 90 cm. Nos dias em que não correm, os animais podem ficar presos nos engradados por até vinte e duas horas, às vezes empilhados uns sobre os outros.
Estão sempre de focinheira, menos na hora de comer.

No verão de 2000, foram descobertas atrocidades cometidas contra galgos: centenas de galgos que não eram mais capazes de competir, foram encontrados enforcados em árvores. Estavam pendurados de forma que suas patas traseiras tocassem mais ou menos o chão. Lutaram por muito tempo pela vida,
e exaustos, desistiram e morreram. Também já foram encontradas covas massivas com
milhares de galgos enterrados. E seus criadores insistem que até em suas mortes,
eles são tratados "humanitariamente".
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Fontes:
www.anima.org.ar
www.tomregan-animalrights.com
Jauluas Vazias - Tom Regan





