Turismo
Animais explorados para o turismo
A crueldade com os animais pode ser um subproduto do turismo. Circos com animais, zoológicos, touradas e programas que incluem “nado com golfinhos” são exemplos de exploração dos animais em nome do entretenimento. Porém, se os turistas optarem por gastar seu dinheiro com atrações que não envolvam maus-tratos, mudanças rápidas poderão ocorrer. O turismo ético é um assunto muito atual. O público espera que a indústria do turismo estabeleça ética para suas atividades.
Em 2001, a ACRES (Animal Concerns Research & Education Society), de Cingapura, lançou a campanha “Você é um turista amigo dos animais?” (“Are You an Animal Friendly Tourist?”) com o objetivo de conscientizar os cingapurianos qua viajavam para o exterior a turismo, especialmente para paÃses asiáticos onde os animais são bastante explorados de diveras maneiras em benefÃcio da indústria do turismo. A meta da campanha era alertar a consciência das pessoas para que vejam que, enquanto turistas, o seu dinheiro pode sustentar comércios e eventos que se beneficiam do sofrimento, da dor e, muitas vezes, até da morte de animais. Também esclarece como, durante suas viagens de férias, as pessoas podem desfrutar da beleza da natureza e de ricas tradições culturais dos paÃses visitados sem participar de atividades que façam danos aos animais.

Dromedário explorado
Um tipo de guia para férias sem crueldade, foi criado e distribuÃto com o intúito de sugerir aos visitantes diversas maneiras de ser um “turista amigo dos animais”. Os folhetos descreviam como algumas atividades tinham impacto negativo para o bem-estar dos animais. Alguns exemplos:
• Assistir à shows com performance de animais
• Visitar mercados de animais vivos
• Assistir ou participar de rinhas
• Visitar zoológicos ou parques marinhos
• Comprar souvenirs feitos de animais
• Comer pratos com ingredientes derivados de animais
• Participar de montarias de animais
Todos nós devemos zelar para que nossas ações não contribuam para o sofrimento dos animais humanos e não-humanos. Seguem algumas dicas objetivas e claras que podem fazer diferença na maneira com que os animais são tratados em todo o mundo.
· Incentive a sua famÃlia e seus amigos a serem turistas amigos dos animais para onde quer que eles viajem.
· Verifique se sua agência de turismo possui uma polÃtica de bem-estar animal.
· Confira o seu roteiro de viagem (ainda que o tour seja rotulado como “eco-tour”) para certificar-se de que não envolve exploração animal. Caso envolva, troque de agência, ou diga ao seu agente de viagens que você não deseja ir à lugares deste tipo e que ele te sugira alternativas que não envolva tal crimes.
· Descubra se existe alguma sociedade de Direitos Animais no local em que você se enconta. Assim, você poderá contactá-la caso algum animal necessite de ajuda.
· Não aceite a cultura como uma desculpa para os maus-tratos. Rinhas de galo, farra do boi, touradas, rodeios , gastronomia e o uso de animais em festivais religiosos ou de outro tipo podem todos ser considerados reflexos da cultura local, porém a cultura não pode servir de justificativa para a crueldade. Se você presenciar algum caso de crueldade animal, grave tudo através de fotos ou filmagens mas nunca pague para fazer tais registros. Certifique-se de registrar data, hora, local, tipo e número de animais envolvidos, denuncie e divulgue.
· Resista à tentação de experimentar a culinária local se esta incluir animais.
· Denuncie à administração do local, ao organizador do evento, ao Posto de Turismo, à polÃcia e à organização de bem-estar e proteção animal do local, à sua agência ou ainda à Embaixada do paÃs quando retornar. Não se cale!
· Só visite atrações turÃsticas que sejam favoráveis aos animal. Veja os animais selvagens e silvestres onde eles devem estar – na natureza., ams nunca invada seu habitat (vide embarcações em enseadas para observar golfinhos). Zoológicos e parques marinhos mantêm animais em condições precárias, sem atender suas necessidades mais básicas. Atividades do tipo nado com golfinhos podem parecer divertidas e educativas, mas são antinaturais e estressantes para os animais envolvidos.
· Nunca compre lembranças (souvenirs) feitas com produtos animais. Evite todos os itens derivados de animais, incluindo peles, marfim, cocares com plumas, cavalos marinhos, dentes, chifre de rinoceronte e casco de tartaruga.
· Nunca pague por uma fotografia ao lado de um animal selvagem ou silvestre. Muitos desses animais foram tirados de seu habitat e suas mães foram mortas. Eles podem estar drogados ou ter sido treinados de forma cruel. E seus dentes podem ter sido arrancados para se “comportarem” bem com os turistas.
· Evite montar animais. Maus tratos e equipamentos ruins de montaria para todos os tipos de animais, incluÃdo burros, cavalos, camelos e elefantes, podem perpetuar os maus-tratos. Cavalos que puxam carroças para turistas sofrem com calor, desnutrição, desidratação, cansaço, manqueira e ferimentos causados por colisões no trânsito.
• Procure por opções veganos nos restaurantes. Mostre que há demanda.
• Expresse o seu apoio à s ações em prol do fim destas práticas abusivas.
· E seja um turista amigo dos animais.
· Não vá a passeios de barco para observação de animais. Estudos já demonstram que golfinhos, inclusive no Brasil, tem sofrido impactos pelo barulho dos motores dessas embarcações com turistas: surdez, dificuldade de comunicação com o grupo, etc.*
O que você pode fazer se vir um animal sofrendo?
Os padrões de bem-estar animal podem variar enormemente de região para região, mas você não precisa se sentir impotente ao ver um animal sofrendo em um paÃs estrangeiro.
Se você presenciar um incidente de maus-tratos contra animais, anote data, hora, local, tipo e o número de animais envolvidos. Se possÃvel, grave em vÃdeo o que você viu.
Fotografias e material de vÃdeo são provas inestimáveis, mas nunca pague por elas. É imprescindÃvel apresentar queixa em nÃvel local num primeiro momento. Denuncie a crueldade junto a:
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Órgãos locais de turismo
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PolÃcia local
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Uma organização de bem-estar animal local
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Seu operador de turismo
Quando voltar para casa, informe à embaixada do paÃs para onde você viajou (ela é seu representante polÃtico na região).
Declaração Universal dos Direitos dos Animais, Art. 10
a) Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem.
b) A exibição dos animais e os espetáculos que os utilizam são incompatÃveis com a dignidade do animal.
Fontes:
www.turismo4patas.com.br
www.wspabrasil.org
* Artigo cientÃfico: Alterações comportamentais de golfinhos devido a embarcações http://www.biotemas.ufsc.br/volumes/pdf/volume191/p75a80.pdf
Veja também:
Acres (Animal Concerns Research & Education Society) - www.acres.org.sg
Animal não é ponto turÃstico - http://www.anda.jor.br/?p=42753
Elefantes são obrigados a jogar basquete na Tailândia - http://www.anda.jor.br/?p=42903
Charretes - http://www.uniaolibertariaanimal.com/faces-da-exploracao/entretenimento/charretes
Projeto "Cidade Amiga dos Animais" - http://ecoviagem.uol.com.br/fique-por-dentro/colunistas/animais/vininha-carvalho/cidade-amiga-dos-animais-compromisso-com-a-cidadania--8919.asp





