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Animais de Cia

Presenciar um filhote em uma vitrine ou numa gaiola de uma pet shop, oferecido como um produto é algo deplorável. É um atestado de nossa falência moral. Reflete do que somos capazes de fazer em nome do lucro.”  
Vanilda Moraes, Veterinária, Coordenadora do Grupo Amigo Bicho/RS.

naosaoprodutosO que é:
Exploração comercial de animais domésticos, com fins lucrativos e de consumo.

O que ocorre:
Casais de animais de raças específicas são mantidos como reprodutores, muitas vezes engaiolados em locais imundos.

A pele da glande do pênis do animal é cortada para que ele possa permanecer mais tempo cruzando.



Os animais são induzidos a cruzar e a fêmea é presa para que não possa fugir do macho.

A fêmea é frequentemente inseminada, engravida e após o nascimento e curto período mínimo para desmame, tem sem filhotes retirados dela para serem vendidos.

Esses cruzamentos podem passar doenças sexualmente transmissíveis, como o TVT e tumor genital. As constantes gravidezes levam a inflamação do útero (piometra) e tumores de mama. A retirada dos filhotes a cada ninhada nascida provoca sofrimento emocional e transtornos psicológicos.

Filhotes que nascem sem as características da raça ou com alguma doença ou síndrome, esta última muito comum, pelas constates inseminações e pela seleção genética para a “pureza da raça”, são cruelmente descartados, por morte, abandono ou doados “de graça” para qualquer um. Para o criador é “se desfazer do produto defeituoso”.

Apesar da amputação do rabo e das orelhas serem proibidos pelo CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária) por ser uma prática de mutilação desnecessária que causa dor e problemas de saúde ao animal, os criadores continuam a praticar essa barbárie contra os filhotes recém nascidos. E mesmo sendo uma prática cirúrgica delicada e perigosa, são os próprios criadores que mutilam os animais em casa. Até porque a cirurgia em si pode ser mais cara que o valor cobrado pelo animal.

Os filhotes permanecem longe da mãe, expostos em vitrines com piso de grade que machucam suas patas. A exposição os estressa. Ficam visivelmente deprimidos e assustados. Nas lojas, é comum eles permanecerem nas gaiolas/vitrines mesmo com a loja fechada. Ficam sozinhos, sem nenhum cuidado.

Como ficam muito agitados pela exposição, local inadequado e longe da mãe, geralmente são dopados com remédios calmantes.

Alguns criadores vendem os animais pela internet e os enviam para outros estados como “carga viva”. A viagem é estressante e aterrorizante para o animal.

Os filhotes que crescem, são abandonados.

Os filhotes são comprados por qualquer um, sem orientação para a Guarda Responsável, muito menos acompanhamento.

Muitas vezes não há vacinação, muito menos castração.

Um número imenso deles apresenta problemas físicos diversos desde tenra idade como verminose, parasitas externos, desnutrição e infecções virais. Freqüentemente estes filhotes vão a óbito. Seus novos tutores mostram-se nesta ocasião profundamente irritados pelo fato de terem gasto dinheiro e perderem o animal. Tentam contato com os vendedores não raro, não os encontrando. Os que conseguem o contato, após alguns telefonemas, estabelecem que receberão outro filhote.Afinal, tudo não passa de uma transação comercial! Produtos com defeitos são trocados, substituídos. Para filhotes mortos, filhotes repostos.

E, enquanto uns buscam incessantemente o controle populacional ético, estimulando esterilizações, adoções, promovendo palestras educativas, outros estimulam nascimentos, produzem ”fábrica de filhotes”, exploram fêmeas a parir, tudo em nome do lucro, da ganância, da vaidade humana.

Soluções:

- Nunca compre um animal

Não financie a comercialização de vidas! Animais não são produtos! Antes de comprar um animal, ou deixar o seu procriar, pense nos demais que estão sofrendo precisando da sua ajuda! Já que você tem um espaço na sua casa, na sua vida e no seu coração para um novo membro à família, resgate um que esteja precisando de uma. Não leve em consideração modismos de raça. Adote por amor, não por raça. Seja consciente, adote um animal carente!

- Denuncie criadores.
Criação de Lei que proíba a procriação e comercialização de animais domesticados.


Dúvidas freqüentes:

- E os criadores que cuidam bem dos animais?
Cuidar bem não significa respeitar como sujeito. As pessoas também cuidam bem de objetos, como carro, roupa, máquinas... simplesmente para manter seu funcionamento. Assim são os “bons criadores”, que também dizem “amar os animais”, como um ótimo marketing tentando romantizar essa exploração. Mas continuam sendo verdadeiros gigolôs. Essa é uma visão distorcida de amor e respeito, pois a exploração comercial desses animais, independente do tipo de tratamento, continua ocorrendo. Animais continuam sendo vendidos e comprados como se fossem produtos. Fêmeas continuam sendo inseminadas e frequentemente separadas de seus filhotes.


- Se eu comprar, eu salvo o animal
.
Não podemos esquecer que em toda atividade que envolve troca, permuta, tem que haver dois indivíduos para que tal aconteça. Logo, se numa ponta desta prática está alguém explorando fêmeas a parir em nome do lucro, na outra ponta está o comprador, ou seja, outro ser humano inconsciente que alimenta a cultura da exploração. Para cada animal comprado, surge a demanda da procriação de outro, dando continuidade a esse ciclo de exploração e sofrimento. Para cada animal comprado, outro deixa de ser adotado e salvo, morrendo nas ruas e abrigos superlotados.

Ou seja, enquanto estiver alguém comprando, além desses que já existem e sofrem, muitos outros continuarão sendo reproduzidos. Esse ciclo de exploração precisa parar. Quanto aos que já existem, serão doados quando crescerem e não serem comprados. Essa já é uma prática comum entre os criadores comerciantes. 

- Mas eu tenho o direito de escolher ter o animal que quero.
Primeiro, animal não é produto para ser tratado como propriedade e desejo de consumo. Segundo, a sua liberdade termina quando a do outro começa. Terceiro, entenda o porquê desse “desejo”:

Em uma sociedade materialista, com valores distorcidos, com o culto do TER em detrimento do SER, fácil entender alguns fenômenos sociais nos quais os animais são usados, inconscientemente, como símbolos.

 Muitas pessoas buscam comprar um animal de raça porque eles simbolizam status econômico. Quem comprou, pagou. Quem pagou, tem dinheiro. E em nossa sociedade, quem tem dinheiro tem algum poder.

 Para outras pessoas, o animal de raça supre uma sensação de baixa auto-estima. Ao passear com um animal de raça definida, a pessoa sente-se mais valorizada. Ao contrário, desfilar com um ” vira-lata” pode ser muito desafiador para um ego pouco desenvolvido.

O temor inconsciente de ser classificado de igual forma ao animal sem raça, ou seja, como ”sem valor”, faz com que elas repudiem a idéia de adotarem o sem raça definida.

E assim, os animais de raça definida vão servindo aos propósitos de uma espécie psicologicamente desequilibrada, empobrecida de valores mais nobres, que os usa como muletas para suprir suas deficiências psicológicas. E agindo assim, temos perpetuado o holocausto daqueles que não conseguem um lar e a exploração daqueles a quem dizemos amar.


Material Educativo: para baixar, divulgar e conscientizar!

Filipeta, folder, panfleto, cartazes e banners!

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O que já ocorre:

- Cidade dos EUA proíbe a venda de animais
http://www.anda.jor.br/2010/02/07/west-hollywood-proibe-a-venda-de-animais-em-pet-shops/

Indicação:
- Documentário "Segredos do Pedigree" - do Animal Planet - Assista

- Conheça o Evento educativo Vira Lata Fashion Week e a Campanha Salve uma Vida e Ganhe um AMigo.
- http://artbylu.blogspot.com/2010/10/por-que-as-pessoas-compram-animais.html

Última atualização ( 03 de Abril de 2012)

 

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